28 julho, 2020

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(Excerto)

Cheguei à janela da manhã e olhei para o chão sem espaço.
Um pássaro pousou-me nos dedos e quebrou-me o silêncio do corpo.
Quis sussurrar-me um segredo no peito, para que bem o ouvisse e partiu.
"Numa terra sem chão, voa!", disse. 
E eu...segui-o.

Sónia Micaelo
(Texto e imagem)


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