Neste país, nem sempre se vê a lua.
Às vezes o que não vejo dói-me.
Uma parede branca.
Uma cadeira de recosto.
Uma porta aberta.
Um rosto cansado olhando as estrelas
agradecendo uma pequena brisa
num Agosto tão quente.
Meu Alentejo!...meu mar de campo
sem onda que lhe valha.
Meu berço perdido...água parada...
Diz-me
se esta lua que hoje não vejo
te ilumina as ruas?
Se embeleza ainda
a história da(s) tua(s) ruína(s)...
Sónia M
Fotografia, Fortaleza de Juromenha, de Sónia M