13 setembro, 2015

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de ti queria as coisas que não tenho
o que me falta e não consigo
o que não posso
ou ao que não me chega a coragem

queria o segredo dos que dormem
numa paz inexistente 

queria o sonho
dos que ousam acordados

pintar numa hora que seja
um minuto de sonho
que vingue ou que valha

queria o sonho
de ti queria um sonho!

ou ao menos
antes que durma vazia
cansada de tantas realidades 

que me dissesses ao ouvido 
bem baixinho 
a que cheira um sonho 
ou a que sabe...



Sónia M 

13 comentários:

  1. CHEIRA A TEU AROMA...

    E SABE A VÉNUS NASCENTE!

    BEIJO.

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  2. Sónia

    por vezes faltam-me as palavras para comentar-te...mas digo-te que o sonho cheira e sabe aquilo que quisermos e que ainda bem que temos a capacidade de sonhar.

    um belo poema, como são todos os que tenho lido de tua autoria.

    um beijo

    um bom domingo

    :)

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  3. Na elegante e fina escrita da tua pena

    Às vezes é preciso acordar o silêncio da memória
    Ou esperar pelo adormecimento inadiável
    Com o gesto sereno e demorado da ternura
    Com o acordar do amor rompendo o improvável


    Uma radiosa semana



    Doce beijo

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  4. que belíssimo "sussurro" . no ouvido dos sonhos!

    beijo

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  5. Tão lindo, Sónia!
    Queremos tanto um sonho, mas às vezes nem saberemos defini-lo.
    Precisamos por vezes que desse sonho nos segredem ao ouvido.
    xx

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  6. Encontrar no outro aquilo que nos falta é meio caminho andado para um bom entendimento...
    Excelente poema, gostei imenso.
    Sónia, tenha uma boa semana.
    Abraço.

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  7. O poema traduz, de uma forma brilhante, o secreto mundo introspectivo dos sonhos.

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  8. O teu canto está no teu encanto. E teu encanto vem da tua alma generosa e bela, que flutua na delicadeza das nuvens, entre o Céu e a Terra. E que nos seduz na harmonia celestial da luz. Pelo teu corpo e pelos teus poemas, desce lentamente o manto diáfano da brancura, com que te vestes. Sabes conquistar a paz, no tormento da guerra. Sabes que todos nós andamos sequiosos de palavras doces, tanta é a amargura dos dias e das noites. Sabes tudo isso... E eu não sei como te devolver tanta ternura, que veio agarrada às palavras e ao gesto. Já não sei... Apenas posso oferecer-te palavras quentes, que já não aquecem, ideias gastas pelo tempo, que já não motivam, e o meu grande universo, o dos sonhos e o do amor, que guardarei até ao fim dos dias...

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    1. Alexandre...depois de ler um comentário destes, a única resposta possível, seria um abraço, bem apertado...

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    2. Sónia:

      (em 'mergulhar' profundo na sua bela poesia)

      Se não levar a mal, gostaria muito de levar este poema, bem como o 'Não esqueças, meu anjo...' para um blog meu, dedicado às música e poesia de que mais gosto: https://planetaorbital.blogspot.pt/

      Se não concordar, diga-me, p.f.
      Um beijo

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