23 novembro, 2012

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És sepulcro 
de mais uma das minhas mortes.
Morri tantas vezes,
como as que pensei renascer.
Mortes que duram instantes...
que os relógios não marcam.

Quantas vezes terei ainda que morrer?

De todas, 
trago comigo os fantasmas, 
sobrevoam a cidade 
e os meus passos,
em gritos estridentes...

Apenas eu lembro essas vidas que foram...

Há a pressa em esquecer os abraços,
o cheiro e os sorrisos.
Ainda que esqueças os meus beijos 
e as carícias ao fim da tarde,
será este mais um dos vultos 
que me assustam e perseguem,
para me lembrar do que é e não foi. 
Fora de mim,
apenas o ar que respiro, 
o meu e o teu, se lembrará de nós.

Sónia M

(imagem retirada da net)

Também publicado no blogue "Alpendre da Lua"
http://alpendredalua.blogspot.be/2012/11/poema-sem-titulo-por-sonia-m.html



34 comentários:

  1. Belíssimo poema Sonia querida!

    Que forma linda de falar de amores, dores e saudades....

    Um beijo

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  2. Esa Muertes que duran instantes y que se repiten con nuestro renacer. Esas angustias que se vuelven nostalgias en hileras de Recuerdos que se recordaran de esa experiencia que emprendieron dos Almas...¡¡¡Precioso!!!
    Un abrazo.

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  3. Tantas vezes já morreu
    Talvez por amor
    Das mãos dele recebeu
    Linda e perfumada flor!

    Suas mortes a sonhar
    A sorrir seu renascimento
    O relógio a trabalhar
    Não pode para o tempo!

    Nos seus braços renasceu
    E a felicidade encontrou
    Tantas vezes já morreu
    Foram tantas que as não contou!

    Bom fim de semana para você,
    amiga Sónia, sem mortes.
    Se acontecerem seja só a sonhar!
    um beijo
    Eduardo.









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  4. Olá, Sónia... Lindíssimo o teu poema! Cheio de amor e por quê não dizer que também de um tanto de dor... Como é próprio dos versos que transbordam sentimentos!... Você é talentosíssima! Abraço amigo, obrigado pela oportunidade, cuide-se bem...

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  5. Olá Sónia,
    A paixão pela poesia é aqui uma forma de expressão. Nota-se um a certa nostalgia daquilo que não foi vivido. É muito complicado amarmos alguém e sermos compreendidos, temos que encontrar um certo equilíbrio.
    Abrs
    J

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  6. Amiga lindo e triste seu poema
    seus versos me encanta.
    Um feliz final de semana beijos,Evanir.

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  7. Lindos versos de amor. Bela poesia poeta. Parabéns

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  8. Oi Sonia,
    Linda a forma como colocou
    na poesia momentos tristes.
    O amor tem dessas surpresas
    nos deixa sem ar de uma hora pra outra
    nos matando...mas o bom que ele sempre renasce
    forte e mais bonito.

    Beijos e um fds de muita luz e paz

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  9. Hola Sónia,
    buenas noches
    hermoso texto,
    me ha encantado,
    una nostalgia que pronto será vencida.
    bonito fin de semana
    besitos

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  10. És Sol!
    Não és Noite!
    E mesmo quando dormes
    A Luz suave do Luar de prata
    Vela pelos teus sonhos!
    - Como véspera do ar que respiras...
    - O do perfume e do brilho
    Da gota de orvalho...
    Resplandecente!
    -A do Sol nascente!
    -A que te ilumina!
    -Sempre!

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  11. Apesar de sua poesia trazer esse tema espero que tenha uma vida cheia de alegria. E, que possa nos brindar com uma poesia que fala mais da vida e do amor por ela.

    Bj

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  12. Cara amiga, boa noite!
    Acabo de divulgar a Programação do 1º Contos e Prosas. Peço que, por favor, visite o blog e saiba em quais dias será feita a sua apresentação.
    Um abraço e até mais!

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  13. muita nostalgia
    temos de colocar mais sol e cor
    lembrei de uma frase que acho fica bem aqui

    podemos esquecer um nome, um corpo nunca.

    recordemos o que é bom o que é mau tentemos não nos lembrar

    um bom fim de semana

    um beijo

    :)

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  14. OLÁ Sónia!
    Até falando em mortes, eu gosto de ler seus poemas, a morte faz parte do ciclo de qualquer ser, a morte é o despertar dum sentimento, que não sabíamos que existia em nós...Respeito a morte e por isso peço que me bata à porta bastante tarde.
    Da Figueira o meu abraço

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  15. "vultos que me assustam e perseguem" perseguem e nos assustam nossos fantasmas que exorcizamos em poemas, bela introspectiva poesia.

    abração!

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  16. Estamos sempre a desnascer

    do ventre até à foz

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  17. Tacteei minha sombra caída
    Os ramos de uma magnólia cedem ao vento
    Ergui num deserto um castelo de raivas
    Segui numa distância infinita ladrilhada de mágoas

    Já não posso dar-te a mão, cheguei tarde
    Entre ruinas procuro o sentido, a razão
    Já não canto aos deuses, não rezo
    Já esqueci o sabor do desprezo, não desprezo

    Tracei um círculo de solidão
    Ausente do meu nome está o chamamento
    Jazem mudas as folhas de silêncio
    Errantes brumas ao sabor do vento

    Bom fim de semana


    Doce beijo

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  18. Quantas mortes teremos que morrer durante os nossos dias ou afugentar os fantasmas de nossos amores? Lindo amiga, beijos no teu coração!!

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  19. Tremendamente envolvente, Sónia. E entranha-se.

    Beijo :)

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  20. Olá Sónia
    Amiga tenho andado ausente porque de vez em quando sinto-me desmotivada até para fazer os meus trabalhos,mas agora já me sinto melhor.
    Obrigada por nos presentiar com mais este lindíssimo poema de sua autoria,
    gostei muito parabéns.
    Beijinhos.

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  21. Um belo poema de palavras e sentimentos fortes...beijos amiga e uma bela semana pra ti.

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  22. Belíssimo Sónia! Muito envolvente e perturbador! Adorei. Beijinhos

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  23. Olá Sónia;
    Belo poema...Espectacular....
    Cumprimentos

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  24. Bom dia Sónia!
    Um belo poema falando dos encontros e desencontros da vida!Há sentimentos autênticos e bem fortes que se adivinham...
    Um beijo.
    M. Emília

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  25. Linda poesia, belos versos...parabéns...Lindo Blog...me visite

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  26. Olá!
    Sonia
    ...em cada trilha, nos caminhos da vida, nos encontraremos sementes diferenciadas.As que fazem adquirir tantas características importantes para sobreviver, outras até para morrer e ressuscitar. Ás vezes é necessário morrer um pouco para viver de novo. Trocar os sonhos de lugar, varrer ilusões e até a realidade, entender que o melhor fruto é colhido quando se está preparado, verdadeiramente...
    Obrigado!
    Ótima semana!
    Beijos
    ClicAki Blog(IN)FELIZ

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  27. Sonia,
    Obrigada por suas palavras sempre.

    Beijos

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  28. Às vezes a saudade passa, às vezes não. Às vezes se tornam amargura, e às vezes belos versos que os traduz de uma forma de só lembranças.. como o seu, amiga ♥ Lindo ♥

    Beijos, tenha um ótimo dia...

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  29. Cuantas veces el amor nos hará morir y volver a renacer?..

    Un gusto llegar hasta tu blog.
    Besitos.

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  30. Oi Sonia estou te visitando pela primeira vez. Estou me encantando a cada poema que leio.Escreves muito bem.
    O Amor tem estas características de morrer e renascer em nós.Como sementinha enquanto houver um terreno fértil e propício, ele há sempre de sobreviver.
    Te seguindo. Parabéns pelo blog.

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  31. "Trago comigo os fantasmas"


    beleza!


    abração!

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