04 junho, 2012

Notas de um diário



Roubaste a lua ao céu
esquecendo a tristeza das estrelas.
Cobriste-a de ouro,
sem saber que lhe queimava a pele.
Foi o vento que correu em seu auxílio.
Passeou suavemente entre as suas pestanas 
e fugiu pela janela entreaberta.
Entregou o fruto, que colheu nos seus olhos, às nuvens, 
que encobriram o céu.
O sol, escondeu-se com medo
e as nuvens, agora donas de um céu cinzento
derramaram sobre a terra, que tudo absorve, toda aquela tristeza.
Só a terra poderá falar deste dia.
A cidade acordou triste e molhada sem saber porquê!
E não sei quanto mais durará a chuva.
Porque o homem que escreve o destino...nada sabe sobre o tempo!

Sónia M

(imagem retirada da net)

29 comentários:

  1. Lindo Sónia!

    Eu destino...
    Tu destinas...
    Mas, somente ele o destinou
    Se nós destinarmos
    Vós destinardes
    E, ele "o" não
    Eu não sei, se haveria "destino"

    Beijo (e vou daqui encharcada)

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    1. Dizem os entendidos no assunto que afinal, vai chover a semana toda!
      A cidade só não sabe é porquê!
      Mas eu sei
      Tu sabes
      eles sabem
      e nós sabemos...
      que a chuva não dura sempre!

      Beijinhos Maria :)

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  2. Ninguém o consegue fazer
    A não ser em sonho ou pensamento
    A Lua ao céu pertencer
    Com as estrela partilhado no tempo!

    Fugiu pela janela entreaberta
    As nuvens donas do céu cinzento
    Ficando a lua encoberta
    Enquanto as não levar o vento!

    Boa segunda-feira
    um abraço
    Eduardo.

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  3. Passei por aqui num irradioso dia de sol na minha Figueira, lindo e brilhante é também o que escreve.
    Boa semana de trabalho, ou férias!
    O meu abraço

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    1. Então foi na Figueira que o sol se escondeu!!!! O malandro! Olhe António, mande ai bocadinho se faz favor...

      Um abraço :)

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  4. Ansiedade fora de hora,
    mudez estranha,olhar perdido,
    mudança no jeito de se vestir,
    olheiras e bocejos de quem dormiu pouco à noite...
    Lá vem tempestade!

    Rs.

    Beijo

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    1. ...de quem dormiu pouco à noite...

      Beijinho Margoh

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  5. Belo e poético. Lírico e nostálgico.Lindooo!! Bjss

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  6. UMAS VERDADES POÉTICAMENTE BEM APRESENTADAS!!!

    PARABÉNS!!!
    LÍDIA

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    1. Obrigada Lídia! Pelo comentário e pela visita.

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  7. Mágico , nostálgico y existencial poema , lleno de preciosas imágenes literarias.Un abrazo.

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  8. Que bom ter passado por aqui. Adorei o que li. beijinhos

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    1. Obrigada pela visita Maria da Fonte.
      Beijinhos

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  9. Por que será que tôda vêz que a chuva cai eu me sinto assim triste também? Amei!!! Beijos com muito carinho e até.

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    1. Às vezes Suzana penso que somos nós que fazemos as nuvens chorar...
      Beijinhos grandes, grandes...até

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  10. O trovão é o coração que estremece antes de em forma de chuva derramar suas lágrimas.
    GK

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  11. Sónia

    Lindo de verdade. Que venha depressa o Sol, e encha de cor e alegria os dias.
    Beijinho

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    1. O sol por aqui anda muito escondido...quando menos esperar, ele chega!
      Beijinhos Luar, obrigada!

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  12. Alô Sonia tudo bem?
    Dizem que a chuva é a lágrimas de Deus chorando por nós!
    *******************************
    Fortes abraços e beijos!

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    1. É muito provável que assim seja Osmar!
      Beijo :)

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  13. Hola Sonia buenos dias...el destino es el que orienta nuestros pasos, es el que rige nuestra vida y todo lo que pasa en ella... hasta nuestro estado de animo... el sol nos alegra y la lluvia nos hace sentirnos triste...
    Un beso enorme enorme para ti
    Belen.-

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    1. Buenos dias Belen!
      Ese destino...yo creo que a veces ni siquiera él sabe lo que hace...

      Um beso muy grande :)

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  14. o sol se esconde um dia,mas volta sempre num outro dia.

    beijo com sol

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    1. Obrigada Piedade!
      Pelo beijo e pelo sol... :)

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  15. Afinal, "o homem que escreve o destino" estava aqui, neste poema!... E eu que me esfalfei tanto a procurá-lo no meio de uma selva de palavras!... É o destino de quem não nasce predestinado e de quem o futuro se ri!...
    Esse homem que escreve o destino nasceu neste poema e está à espera de ser redimido pela palavra que o retire da escuridão e do esquecimento. Só assim viverá eternamente.

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