Até numas quantas gotas de chuva, se encontra felicidade...
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotos S.M. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotos S.M. Mostrar todas as mensagens
25 outubro, 2013
12 outubro, 2013
Sentei-me nas horas da tua ausência
deitei-me nos minutos de loucura.
Pisei os segundos do silêncio
que me desfaz a garganta.
Preciso falar-te ou endoideço
mas quando chegas fico muda.
De nada me serve ter boca
ofereço-ta!
Bebe ou arranca-me da língua
as palavras que te guardo
como louca...
Sónia M
Ao Nuno
que comigo partilha a loucura dos dias.
24 setembro, 2013
A janela
Trago o sopro de uma noite nos cabelos e todas as vozes, que não
quis ouvir, seguram os botões quase soltos do casaco. Vivo dentro
da janela, que pintámos à rebeldia, no muro que atravessa a cidade.
Aqui as noites são claras e consigo tocar a lua com a palma da minha
mão. Para lá da vidraça, erguem-se os dedos cegos, nas margens do
rio de lama, que banha a cidade fria. Bocas com sede de bocas, bocas
com fome de corpos, apontam e desdenham, vomitando a sua própria
hipocrisia. De quando a quando, ouve-se uma pedra na vidraça -pedra
na pedra - nada se rompe, a não ser o silêncio das suas noites escuras,
que se ouve como um grito, saído de uma boca mais pérfida.
Vi um homem que não existe, escrever em todos os muros invisíveis,
uma frase dedicada à cegueira do Ser.
"Talvez seja esta janela, o paradigma que vos falta…"
Apesar das poeiras e da lama onde as almas se arrastam, amanhece a
vida dentro da janela, que pintámos à rebeldia, no muro que atravessa
a cidade. Aqui as noites são claras, consigo tocar a lua com a palma da
minha mão … e todas as noites me visitam as estrelas.
Talvez haja quem de longe perceba, que em todos os muros se pode
abrir uma janela…
Sónia M
Talvez haja quem de longe perceba, que em todos os muros se pode
abrir uma janela…
Sónia M
01 setembro, 2013
foram anos de descobertas
bem aventurado o silêncio da noite
daquelas em que te cuido
porque já não sei fazer mais nada
desde que entraste na minha vida
que partilho contigo a alma
sinto tudo o que tu sentes
dói tanto quando estás triste
se tens medo
ou achas que não és capaz
o meu trabalho consiste em que
não sintas nada disso
às vezes é tão difícil
mas
se consigo fazer a felicidade
brilhar nos teus olhos
a minha alma eleva-se como uma pena
mais nada importa
adoro o teu riso
se consigo fazer a felicidade
brilhar nos teus olhos
a minha alma eleva-se como uma pena
mais nada importa
adoro o teu riso
as tuas gargalhadas
enchem-me de vida
enchem-me de vida
aliás
adoro tudo em ti.
E quando me dizes
"mãe és linda
adoro tudo em ti.
E quando me dizes
"mãe és linda
25 agosto, 2013
Aquela tarde
Ainda sonhava na tarde,
com a doçura dos dias idos,
quando os teus olhos
me olharam, tristes e fundos.
Olhando as paredes de cal,
caminhámos lentamente,
a calçada da rua espelhava,
o martírio do teu rosto triste.
A boca fechada,
um silêncio medonho,
ia a alma já rasgada
do pesadelo dentro do sonho.
E a tarde ia caindo
e nós caíamos com a tarde.
O fim daquela rua, no dobrar
daquela esquina, um novelo de saudade.
Ali deixei a alma,
parti sem mais demoras.
E agora grita a noite
- Não tens alma, porque choras?
Quando as trevas se abatem,
sobre esta cidade deserta,
há um ninho de monstros,
que em silêncio me desperta.
Sónia M
(Aos meus pais)
25 junho, 2013
Um minuto
Parecia ser tão pouco,
um grão de areia no deserto
- um minuto, só um minuto!
era tudo o que me pedias.
Apenas isso te bastou,
um breve e fugaz instante,
para atravessares tudo o que sou
e levares de mim todas as vidas.
Os teus olhos cegaram-me,
vi-me neles, inteira e nua.
Por onde agora me passeias,
em que cidade, em que rua?
Trago odores nos cabelos
de lugares que nunca vi.
E já não sei contar o tempo.
Um minuto é todo um dia,
ou um dia é o minuto,
em que me encho de ti?
Sónia M.
Publicado também aqui: http://alpendredalua.blogspot.pt/2013/06/poema-um-minuto-por-sonia-m.html
05 maio, 2013
03 maio, 2013
.
Não importa.
Nem esperes que importe, mesmo que penses que tudo importa.
Já são poucas as coisas que importam, num mundo tão sem importância.
Anda daí! Nem sei se a fonte é feita de sal, nem importa!
Há algo que sim sei que importa. Que as penas te façam de pedra, sem te roubar o riso.
Ah minha amiga...isso sim! Sei que importa.
Sónia M
(À MJ)
Local:
Antuérpia, Bélgica
27 abril, 2013
.
as mãos
cúmplices de afagos
que desvanecem na neblina dos olhos
arranco penas
para dar vida às pedras
de onde crescem os olhos da criança morta
a gritar o caminho
...e o vento
a falar de sonhos
a soprar as penas
que cola na ponta de outros dedos
e as pedras calam-se
e eu fecho os olhos
diluo-me no sangue
onde adormeço e permaneço
para não assistir à morte do dia
assim que desponta.
Sónia M
14 março, 2013
Para um amigo
Para um amigo
trago o meu ombro
um arco-íris pintado
no chão dos pássaros
do poço da alma
emergem trémulos
restos de ternura esquecidos
a cair em êxtases de luz
no chão dos teus silêncios...
Sónia M
17 janeiro, 2013
14 dezembro, 2012
Folha branca
É esse jeito com que chegas
...de mansinho,
meio a medo, meio a espanto,
ao veres as janelas de mim tão abertas,
para entrar o cheiro que de ti adivinho,
que tanto me enche de encanto.
E toda eu me deslizo para a mão
...que te estendo,
num sorriso rasgado da euforia,
a inundar este triste coração,
por saber que pouco minha já vou sendo,
pelo muito que levas a cada dia.
E é tanto o enleio que fazemos
pelo que levas e deixas em troca,
que somos a teia que tecemos,
à espera dessa noite que ainda falta,
em que eu chego com a folha branca,
e tu com a pena,
para os dois escrevermos
o que vês no fundo dos meus olhos.
Sónia M
05 dezembro, 2012
O momento refrescante da Suzana!
outros passam os dias a ouvir o telintar dos dentes...
Somos mesmo assim,
andamos meio mundo a desejar o que a outra metade tem.
A pedido da minha amiga Suzana,
que adora neve (coisa que eu dispensava muito bem)e que nesta altura tem (a invejável) temperatura climatérica de 40 graus
no seu país, Brasil, deixo aqui umas fotos muito fresquinhas.
- Suzana, deixa que te apresente o personagem da primeira foto.
O seu nome é Senhor Ice, adora afagos, carícias e abraços.
Digo isto, porque todo ele se derrete com essas demonstrações de calor humano.
Mas não lhe dês muitos, ou corres o risco de ele desaparecer!
Aqui te deixo, tal como prometido, um momento refrescante! :)
Sónia M
30 outubro, 2012
Melancolia - Alexandra Aleixo
O tempo sempre nos traz memórias...
Dizem que quando a melancolia vem
Ela chega de mansinho e remexe em tudo
Deixa-nos de cabeça para baixo.
Agora lembrei-me dos nossos beijos
Ela chega de mansinho e remexe em tudo
Deixa-nos de cabeça para baixo.
Agora lembrei-me dos nossos beijos
Já não lhes sinto o gosto, mas sorrio
Sorrio quando tento lembrar os teus lábios
Numa mistura de perfume e respiração ofegante
Quase que lhes toco, e acaricio novamente
E sinto o teu corpo junto do meu numa dança
Que sempre era nossa ao entardecer
Acho que o Sol tinha ciúmes de nos ver.
A Lua…ah a Lua ela juntava-se
A nossa cúmplice de outrora
Tem dias que ela me olha com saudade
E eu me deixo cair para sonhar contigo.
Alexandra. A.
Sorrio quando tento lembrar os teus lábios
Numa mistura de perfume e respiração ofegante
Quase que lhes toco, e acaricio novamente
E sinto o teu corpo junto do meu numa dança
Que sempre era nossa ao entardecer
Acho que o Sol tinha ciúmes de nos ver.
A Lua…ah a Lua ela juntava-se
A nossa cúmplice de outrora
Tem dias que ela me olha com saudade
E eu me deixo cair para sonhar contigo.
Alexandra. A.
09 outubro, 2012
Uma visita a Han-sur-Lesse
Sempre tive um grande fascínio por cavernas, acredito que esse fascínio se deva a uma visita que fiz com os meus pais e irmãos quando tinha os meus 5 ou 6 anos às grutas de Mira D'Aire.
Fiquei de tal maneira impressionada, que qualquer lugar que visite, procuro sempre saber se existe alguma caverna ou gruta. Ao chegar à Bélgica arranjámos um daqueles livros para turistas,com um mapa do país e muitas fotografias de todos os lugares belíssimos que por aqui podíamos visitar. A primeira vez que folheei o livro, parei em Han-sur-Lesse e disse, "é aqui quero ir primeiro!". No primeiro tempo livre que teve, o marido lá me fez a vontade (faz-me tantas, para não dizer todas!).
Esta foi a discrição que li no livro, que me chamou à atenção:
"Han-sur-Lesse é um pequeno local no parque nacional de Lesse e lomme.
O rio Lesse passa aqui a subterrâneo num terreno de calcário e xisto, na mais famosa caverna subterrânea da Bélgica, cuja reputação se estende para além das fronteiras do país."
Esta foi a foto que tirei à chegada a Han-sur-Lesse.
Na vila entrámos num elétrico centenário, que atravessou um campo de cerca de 4 Km até chegar à caverna. Lá fomos recebidos por guias que dividiram o grupo segundo os idiomas que falavam.
Uma organização notável! Estes guias levaram-nos de ponta a ponta.
Ao entrar na primeira câmera, os meus olhos arregalaram (diria até, que quase senti a mesma emoção que senti aos meus 5 anos), com toda aquela beleza fascinante, da quantidade de estalactites, estalagmites, colunas e cortinas. Bem, os olhos dos meus filhos é que levaram um pouco mais de tempo a arregalarem. Devido à pouca iluminação, eram mais olhos de susto que outra coisa! Carregando com eles ao colo, lá entrámos numa outra câmera onde o guia nos explicava que as areias que víamos, tinham ali sido depositadas pelo rio, centenas de milhares de anos atrás.
Este tempo sobre o tempo, sempre me provocou arrepios...
Já a apreciar bastante a visita e deixando as minhas mãos livres, para tirar alguma foto e apontamentos das explicações do nosso simpático guia, os meus filhos, andavam de um lado para o outro, fazendo mil e uma perguntas (algumas delas, lembro-me bem, de as fazer aos meus pais, precisamente com a mesma idade) como só uma criança sabe fazer, neste caso duas!
Numa outra câmera, encontrámos uma estalagmite com 6 metros de altura, à qual o guia chamou de "Le Minaret", fazendo questão de nos informar da sua idade, 12.000 anos!
Bastante velhinha, não acham?
A maior sala da caverna, segundo os meus apontamentos, tem uma altura de 62 metros, um comprimento na diagonal de 145 metros e um volume estimado em 124.000 metros cúbicos.
É imensa! Ao entrar nela pensei, "caramba, que pequenos somos!".
A 2° sala maior fica a 110 metros de profundidade. Nela assistimos a um show de som e luz. A acústica do lugar é excepcional!
É uma visita de cerca de 250 metros,no final da mesma, enquanto caminhamos em direção à luz do dia, que vai aparecendo gradualmente à nossa frente, são disparados uns canhões, que segundo o nosso guia, nos tempos antigos, esses disparos serviam para ouvir os ecos das cavernas
(e bem que os ouvimos) mas principalmente, para afugentar os maus espíritos.
Para não os cansar mais, deixo algumas das fotos, que o nosso simpático guia me permitiu tirar(não era permitido, mas cai nas suas graças!).
Esta última foto...não vale fazer comparações...
A natureza tem coisas fantásticas!
Aos que já conhecem este post, peço desculpa pela repetição, aos que não, espero que gostem do passeio.
Entretanto recebi um presente,
Fiquei de tal maneira impressionada, que qualquer lugar que visite, procuro sempre saber se existe alguma caverna ou gruta. Ao chegar à Bélgica arranjámos um daqueles livros para turistas,com um mapa do país e muitas fotografias de todos os lugares belíssimos que por aqui podíamos visitar. A primeira vez que folheei o livro, parei em Han-sur-Lesse e disse, "é aqui quero ir primeiro!". No primeiro tempo livre que teve, o marido lá me fez a vontade (faz-me tantas, para não dizer todas!).
Esta foi a discrição que li no livro, que me chamou à atenção:
"Han-sur-Lesse é um pequeno local no parque nacional de Lesse e lomme.
O rio Lesse passa aqui a subterrâneo num terreno de calcário e xisto, na mais famosa caverna subterrânea da Bélgica, cuja reputação se estende para além das fronteiras do país."
Esta foi a foto que tirei à chegada a Han-sur-Lesse.
Na vila entrámos num elétrico centenário, que atravessou um campo de cerca de 4 Km até chegar à caverna. Lá fomos recebidos por guias que dividiram o grupo segundo os idiomas que falavam.
Uma organização notável! Estes guias levaram-nos de ponta a ponta.
Ao entrar na primeira câmera, os meus olhos arregalaram (diria até, que quase senti a mesma emoção que senti aos meus 5 anos), com toda aquela beleza fascinante, da quantidade de estalactites, estalagmites, colunas e cortinas. Bem, os olhos dos meus filhos é que levaram um pouco mais de tempo a arregalarem. Devido à pouca iluminação, eram mais olhos de susto que outra coisa! Carregando com eles ao colo, lá entrámos numa outra câmera onde o guia nos explicava que as areias que víamos, tinham ali sido depositadas pelo rio, centenas de milhares de anos atrás.
Este tempo sobre o tempo, sempre me provocou arrepios...
Já a apreciar bastante a visita e deixando as minhas mãos livres, para tirar alguma foto e apontamentos das explicações do nosso simpático guia, os meus filhos, andavam de um lado para o outro, fazendo mil e uma perguntas (algumas delas, lembro-me bem, de as fazer aos meus pais, precisamente com a mesma idade) como só uma criança sabe fazer, neste caso duas!
Numa outra câmera, encontrámos uma estalagmite com 6 metros de altura, à qual o guia chamou de "Le Minaret", fazendo questão de nos informar da sua idade, 12.000 anos!
Bastante velhinha, não acham?
A maior sala da caverna, segundo os meus apontamentos, tem uma altura de 62 metros, um comprimento na diagonal de 145 metros e um volume estimado em 124.000 metros cúbicos.
É imensa! Ao entrar nela pensei, "caramba, que pequenos somos!".
A 2° sala maior fica a 110 metros de profundidade. Nela assistimos a um show de som e luz. A acústica do lugar é excepcional!
É uma visita de cerca de 250 metros,no final da mesma, enquanto caminhamos em direção à luz do dia, que vai aparecendo gradualmente à nossa frente, são disparados uns canhões, que segundo o nosso guia, nos tempos antigos, esses disparos serviam para ouvir os ecos das cavernas
(e bem que os ouvimos) mas principalmente, para afugentar os maus espíritos.
Para não os cansar mais, deixo algumas das fotos, que o nosso simpático guia me permitiu tirar(não era permitido, mas cai nas suas graças!).
Esta última foto...não vale fazer comparações...
A natureza tem coisas fantásticas!
Aos que já conhecem este post, peço desculpa pela repetição, aos que não, espero que gostem do passeio.
Entretanto recebi um presente,
Graças à generosidade do blog "Ricky El Vikingo"
Normas a seguir
1-Agradecer ao blog que te premiou.
Obrigada Ariel, pela gentileza!
2-Partilhar 7 coisas sobre ti, para que te conheçam melhor.
Gosto de ,
ler
escrever
cozinhar
comer
dar longos passeios a pé
dançar
e falar, muito!
3- Partilhar o prémio, com outros 15 blogues e notificá-los.
Os nomeados são:
Suzana, http://sfborboleta.blogspot.com/
Vendedor de Ilusão, http://vendedordeilusao.blogspot.com/
Marcinha, http://porvocepormim.blogspot.com/
Gertrudes, http://coresystencil.blogspot.com/
Apesar da minha resistência em participar neste tipo de brincadeiras, chega sempre uma altura, em que não há quem resista! :) Parabéns aos nomeados, escolhidos ao acaso, sintam-se à vontade para levar, (ou não) o vosso prémio!
Sónia M
02 outubro, 2012
Pormenores... - Park Sorghvliedt, Antwerpen
Não posso deixar de fazer referência, ao pormenor das oliveiras, dentro do vaso...
Assim que as vi, pensei, - Meu querido Alentejo!!!!!
E por falar em Alentejo, li em qualquer parte, que ontem foi o dia Mundial do Alentejano!
Nem fazia ideia que havia um dia dedicado a nós, alentejanos! Mas também agora, há um dia para tudo!!
E juro, que neste post, eu ia falar deste lindo parque que visitei há dias! Mas ao passar as fotos...as oliveiras deram-me a volta à cabeça e ao post!
Há uma palavra, que um alentejano que se preze, usa para "rematar" tudo. A palavra "porra".
Eu sei, não é uma palavra muito bonita, mas quem ouve um alentejano a falar, ouve-a muitas vezes.
Seja para falar das condições climatéricas:
- "Está cá um briol, porra!" - quando está frio.
- "Porra, parece que estão a cair passarinhos fritos" - quando está calor.
Ou até mesmo para fazer a mais "linda" declaração de amor, a palavra, está lá sempre!
- "Gosto de ti, porra!"
- "Porra, não vês que te amo?"
O Alentejo é uma região fascinante, bem como as suas gentes e os seus costumes. Para quem não conhece, aconselho vivamente! Encontrar oliveiras a decorar um local, só me fez pensar, que era lá que eu estava, há pouco mais de um mês!
Espero que gostem das fotos que tirei neste parque em Antuérpia, mas, como sou alentejana, não resisti em lhes deixar também uma minha, tirada no Alentejo.
É caso para dizer, - Porra! Isto sim é uma oliveira!
26 setembro, 2012
Já não posso...
Já não posso esconder-me no escuro
como quando era menina.
Envolveu-me a cor que me deste ,
no dia em que nossos poemas se fundiram.
Agora, mesmo de olhos fechados
trago esse azul profundo, agarrado à retina.
E nem as palavras que sussurrava ao vento,
já caem desamparadas no vazio.
Sei que as ouves quando as corriges
e me obrigas a reescrevê-las,
fazendo-as, tanto tuas como minhas.
Foram muitos, tantos...
os nomes que me ensinaste!
Com eles derrubei algumas pedras deste muro
Fascinada pela grandeza que me inventaste.
Não! Já nada será como dantes.
Porque agora a minha noite...não é mais escura.
(Terá sempre o brilho azul da tua luz)
Sónia M.
20 setembro, 2012
14 setembro, 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















.jpg)



















