saía um mar sem pressa
um peixe descia até ao cais
para dar as boas vindas
às pequenas embarcações
que se aproximavam
traziam as verdades dos homens
inscritas nas velas
ao tocar as margens improvisadas
desfaziam-se
uma a uma
como se fossem de papel...
uma mulher na praia
roía a solidão dos búzios
quando o sol se deitava nas águas
ajeitava o seu vestido de conchas
e cantava às gaivotas
canções que falavam
na boca da papoila
e dos barcos que se perdiam nas águas
das verdades mais navegáveis...
Sónia M
It is very beautiful!
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