Chuva de uma vida
inteira a esculpir à medida
tudo o que não
toca.
Sabe a morte cada
silêncio
cada ilusão que
parte com o vento
deixa estagnada
a água do rio
que segura no
ventre.
Agarra-se a tudo o
que aceita
como parte das
coisas possíveis no mundo
enchendo por fora,
esvazia por dentro…
Vê como as mãos lhe
estão já cheias
de tantos enleios na
vida
que ora ama
ora odeia.
E segue…
e fica…
arquivando nas
curvas da memória
todas as histórias
de que é feita…
Sónia M