22 março, 2016
22 de Março
Ergo a tristeza como a pior das bandeiras.
Arrasto-a pelo meio do caos
desta Primavera com cheiro a medo.
É sangue o que corre nas mãos
do homem que semeia vazios
no coração das flores...
Ando cansada do tempo.
Do tempo que passa
sem nada que diga vida.
Uma e outra vez grito para dentro
a mesma pergunta
e nos vagos intervalos desta chuva vermelha,
oiço como a resposta sangra nas ruas.
Afinal do que tens medo? - Grito.
Deste vazio... - Sangra.
Quanto Amor trazes nas mãos?
Não digas que o Amor nada salva!
Se juntares o meu ao teu
derrubamos o medo
e salvamos as flores.
Sónia M
Imagem, ©Plantu
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Muito bonito
ResponderEliminarDeixo uma Rosa
Obrigada
Que versos profundos, Sônia. O amor sempre salva!
ResponderEliminarBeijos
Sonia, creio que todos estamos estarrecidos com o acontecido, afinal ninguém merece passar por tragédias tão descabidas...
ResponderEliminarUm enorme abraço
Só existe uma solução para travar esses assassinos, sermos menos cosmopolitas e fechar as fronteiras.
ResponderEliminarUm beijo
Flores de sal
ResponderEliminarUN TEMA MUY MELANCÓLICO.
ResponderEliminarABRAZOS
Vim procurar a tua poesia escrita com a certeza da palavra certa. No tom sentido da verdade.
ResponderEliminarBj.
Um poema de dor e guerra, que não pode falar de flores, nem do amor. E sabendo nós que a Humanidade, desde os primeiros hominídeos, atravessou o tempo numa guerra permanente, com alguns intervalos de paz!...
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