25 fevereiro, 2014

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Ando aqui com uma memória nos olhos
que não me deixa ver bem o caminho.

Um toque na pele, uma lembrança na boca,

uns dedos que tremem, um baralhar dos sentidos.

É daqueles dias em que se acorda,

mas o sonho da noite se deita no dia 
e nem sabes se ainda dormes ou estás acordado.


Pouco ou nada incomoda nestes dias.


Tenho o sol colado à língua, um ou outro raio
que se evade pelo canto da boca, sempre que sorrio.
Este céu persegue-me, cinzento de inveja.
Deixo um rasto de primavera em cada passo...

( Ficaste-me grudado ao sorriso)



Sónia M


(Vê lá não te constipes)  :)

15 comentários:

  1. só pela introdução já valia a pena ter vindo aqui.

    mas o poema é de uma sensibilidade e de uma ternura inquestionável.

    gostei muito.

    :)

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  2. Há sempre um atchim na cabeça de alguém :)

    Beijocas

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  3. Bom dia Sonia.. muito criativa.. o mesclar dos pensamentos sempre com um sentido muito bom de se ler.. bjs de bom dia e até sempre

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  4. Sentir com o pensamento. Um verdadeiro ensaio do acto. :)

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  5. Se palavras Sónia...lindo demais...que essa memória continue em seus olhos, grudada no seu sorriso e que encha de primavera os seus caminhos...gosto tanto de passar por aqui:)))
    Beijinhos
    Maria

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  6. O humor é extraordinário (e o poema, também :)

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  7. Olá Sónia, absolutamente fabuloso o seu poema! Genial a sua inspiração. Um beijinho. Ailime

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  8. Nada como o sorriso para desfrutar do dia.

    beijinhos

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  9. Mil sóis rasguem esse céu cinzento e duro! E que ninguém se constipe.

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  10. Oi Sónia,
    e para terminar o dia vem o seu poema a nos presentear.
    Muito criativa!
    Beijos
    Lua Singular

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  11. Humor, sensualidade, sensibilidade.
    Sublime.
    Abraço

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  12. Caminhe sobre as flores e verás o sol divino! Amei a poesia! abração

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  13. A ternura partilhada é para se sentir (e sentir, e sentir...) por inteiro, deixar que ela perfume as pequenas coisas do nosso dia...

    Beijo :)

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